sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A destrambelhada ou Continuação da história de Idéia

Sem Desconfiômetro

No momento estou numa lan house, o barulho está muito alto, tem hora que o barulho não me impede de escrever mas agora está me incomodando, sei lá, parece que o timbre de voz das pesssoas aqui presentes.
Idéia (eu pensando): Pára de falar sua destrambelhada
Me deixa em paz
Se bem que a compreensão deve ser mútua
Se não há compreensão mútua vem a cara feia, em seguida, a dor e por último a dor coletiva
A morte
A guerra
Vou conversar com ela
Eu: você é de onde?
Ela (meio arredia): de Sítio Nove
Eu: onde fica esta cidade?
Ela: no Tocantins?
Eu: pensei que te conhecesse de lá. Onde fica sítio nove?
Ela: na divisa do Maranhão com o Tocantins
Eu: depois de Araguaína?
Ela: a 14 km de Imperatriz.
Eu: deve ser uma cidade muito boa, adoro cidade pequena. Lá tem rio?
Ela: não. Só tem o Rio Tocantins, que a gente passa quando vai embora.
(Nem ao menos pude perguntar seu nome, achei-a bastante reticente, medrosa, você tem medo do que?)
Vou-me embora, não posso sorrir por aqui.........

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Gutenberg

Ao acordar agora eu estava sonhando que imprimia numa máquina de impressão quando o cilindro deu problema, a máquina não funcionou e vi que eram papéis atolados, horrível o interior, papéis, algodão, estopas, fiquei com medo de levar um choque
Isto me repete à história da imprensa, por isso denomino este navio com o seu inventor
Agora é tão fácil imprimir,
Olha só,
Serve até de brincadeira
Você pode brincar inserindo no ônibus seu anúncio
Em seguida salve e envie para seus amigos

Salve Gutenberg
Viu como ficou fácil imprimir (clique aqui) e faça sua obra

Quem foi Gutenberg

Clique aqui para ter a resposta

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Este blog era assim

Clique na imagem para ampliar,
como se vê, alteração no blog = bússola

sábado, 31 de janeiro de 2009

MJ recebe documento com cerca de 90 assinaturas em apoio ao refúgio concedido ao italiano Cesare Battisti

O MJ recebeu um documento com cerca de 90 assinaturas de professores universitários, escritores, intelectuais e representantes de organizações não governamentais ligadas aos direitos humanos em apoio ao refúgio concedido ao italiano Cesare Battisti.

De acordo com o texto do abaixo-assinado, tratou-se de uma decisão absolutamente jurídica, que considera o estatuto político da perseguição a um ex-militante mais de 30 anos depois dos acontecimentos. Uma pessoa condenada em julgamento sumário, sem direito a plena defesa e por sentença baseada unicamente em informação obtida por "delação premiada".

O documento elogia a decisão do governo brasileiro como corajosa e coerente com seus princípios democráticos e progressistas. Battisti, inclusive, foi condenado a pena de prisão perpétua - não é admitida pela Constituição Federal do Brasil.

Mais do texto :

"A decisão do governo brasileiro é ato de justiça, que reconhece e reafirma, ao mesmo tempo, jurisprudência relativa a pedidos de extradição de outros ex-militantes italianos – extradição que o STF nunca concedeu, reconhecendo a dimensão política dos atos acusatórios.

A concessão de asilo político a esse ex-militante respondeu também às demandas de amplo movimento de solidariedade, que mobilizou vasta rede internacional de intelectuais, partidos políticos e movimentos sociais em todo o mundo.

A grande mídia brasileira – sem que se entenda por quê – empenha-se em amplificar e dar voz ao ponto de vista do governo italiano. Curiosamente, diante dessa decisão do Ministro Tarso Genro, a grande mídia brasileira tem um posição diametralmente oposta à que teve quando o mesmo Ministro pediu a revisão da Lei (brasileira) de anistia para a tortura praticada durante o regime militar.

Paradoxalmente, para a grande mídia brasileira, a tortura da ditadura faz parte do passado e deve ser esquecida, enquanto a luta armada de esquerda deve ser objeto de uma persecução perpetua.

É de estranhar-se muito essa 'adesão' monolítica da grande mídia brasileira ao ponto de vista do governo italiano, posto que a posição do governo italiano manifesta acentuado tom neocolonial e eurocentrista (para não dizer pior), que visa a desqualificar a decisão democrática do governo do Brasil, tomando-o como governo dito "periférico", a ser desqualificado por ter "ousado" tomar decisão política independente.

Não se ouviu o mesmo tom por parte do governo Berlusconi quando, muito recentemente, o Presidente francês Sarkozy negou-se a extraditar Marina Petrella, ex-militante das Brigadas Vermelhas.

Se outros motivos não houvesse para qualificar como democrática e progressista a decisão do governo brasileiro, basta considerar a reação do governo Berlusconi e de toda a classe política italiana, e facilmente se perceberá a justeza e o equilíbrio democráticos da decisão do governo brasileiro.

O revanchismo punitivo com relação à década revolucionária de 1970, na Itália, não é democrático e é retrocesso político. Esse mesmo movimento de retrocesso antidemocrático, na Itália, já levou um ex-fascista (Alemanno) à Prefeitura da capital (Roma) e um pós-fascista (Fini) à presidência do Congresso (Câmara dos Deputados).

Ao mesmo tempo, a adesão a esse revanchismo punitivo é um fator fundamental do quase desaparecimento da esquerda parlamentar italiana: porque se transformou em centro ou porque não soube se articular com os movimentos sociais.

Mais preocupante, contudo, é ver que hoje, na Itália, ressurge a política fascistizante de discriminação dos migrantes estrangeiros. Essa política já está levando à multiplicação de atos racistas. A Itália, país de emigração, de onde vieram centenas de milhares de imigrantes para o Brasil, está se transformando em pesadelo para milhões de trabalhadores estrangeiros ou italianos não brancos. A Itália foi onde se viu a mais violenta e vergonhosa repressão às manifestações populares contra o G8, em Genova.

A perseguição aos militantes políticos de ontem é parte do movimento para calar as vozes democráticas de hoje. Não por acaso, o prefeito (pós)fascista de Roma, Alemanno, acaba de declarar que “o movimento estudantil italiano (seria) dirigido por 300 criminosos da universidade La Sapienza.

Apoiamos a decisão do governo brasileiro no caso Battisti, porque apoiamos a solução política e jurídica para as questões da década de 1970 (a anistia) na Itália.

Apoiamos a decisão do governo brasileiro no caso Battisti, também, porque estamos preocupados o crescimento da xenofobia, do racismo e dos processos de criminalização dos jovens e dos movimentos sociais que se constata na Itália de Berlusconi e em quase toda a Europa.

O Brasil – e a maioria dos governos sul-americanos – apesar de todos seus graves problemas e violentas injustiças, pode sim estar na frente no processo de radicalização democrática, de abertura do horizonte dos possíveis, de afirmação dos princípios éticos de uma nova globalização: aquela que se constitui desde baixo, pelos movimentos sociais”.

sábado, 24 de janeiro de 2009

24/01/2009 - 10:33

O suspeito que julga

Do Estadão

STF quer controle externo da Abin

Mendes tenta aproveitar pacto dos Poderes para aprovar medida

Supremo Tribunal Federal (STF) espera apenas as eleições das Mesas do Congresso, no próximo dia 2, para acelerar as negociações para a aprovação de um “pacto republicano” - conjunto de leis redigidas em comum acordo pelos três Poderes. Interessado na aprovação desse pacto, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, defende a inclusão de um projeto prevendo a criação do controle externo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mendes também é a favor de se incluir no pacote uma nova lei regulamentando as interceptações telefônicas, outra para tentar coibir o abuso de autoridade em todo o serviço público e uma norma com regras para o Orçamento da União.

No ano passado, foi divulgado que o presidente do STF foi vítima de um grampo telefônico, em conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Com as suspeitas de que o grampo teria origem na Abin, o então presidente do órgão, Paulo Lacerda, foi afastado.

A ideia do controle externo da Abin ocorreu após Mendes tomar algumas medidas no âmbito do Judiciário. Como também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que exerce o controle externo do Judiciário, ele capitaneou a aprovação pelo CNJ de regras para disciplinar as decisões judiciais que determinam a realização de escutas telefônicas e a quebra de sigilo de sistemas de informática e de mensagens eletrônicas.

Segundo o que foi divulgado na época, o objetivo era garantir que apenas seriam grampeadas as pessoas citadas nas decisões judiciais, manter em sigilo as informações resultantes das interceptações e identificar os responsáveis por eventuais vazamentos. Mesmo com as novas regras impostas pelo CNJ, Mendes defende a aprovação de uma nova lei de interceptação telefônica dentro do pacto republicano.

Da Folha

Perícia descarta prova de suposto grampo no STF

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A perícia nos documentos e computadores apreendidos nas casas de investigadores da Operação Satiagraha não revelou nenhuma evidência ou prova que ajudasse na elucidação do suposto grampo contra o presidente do STF, Gilmar Mendes.

A análise desse material era a última esperança dos delegados Rômulo Berredo e Wiliam Morad para o desfecho da investigação, que está parada há quase dois meses, não identificou o áudio nem o suposto autor da gravação e que, por isso, deverá ser arquivada nos próximos dias.

Atualmente o inquérito está na Justiça, que analisa pedido de prorrogação solicitado pelos policiais federais.
A investigação ganhou sobrevida em novembro, quando a PF apreendeu material na casa de investigadores da Satiagraha, incluindo Protógenes Queiroz.

Apesar de ter objetivos distintos, houve compartilhamento de provas entre as investigações. A que está em São Paulo apura o vazamento de dados da Satiagraha. Em Brasília, os delegados que apuram o suposto grampo no STF aguardam perícias telefônicas. No entanto, segundo a Folha apurou, os investigadores já sabem que nenhuma gravação foi feita.

Comentário

Há uma suspeita latente na opinião pública: a de que o tal grampo que teria gravado uma conversa de Gilmar Mendes e do senador Demóstenes Torres foi uma armação criminosa, da qual participaram ativamente a revista Veja e da qual, na melhor das hipóteses, Gilmar foi avalista.

Repito: o presidente do Supremo Tribunal Federal é suspeito de ser cúmplice em uma provável farsa que gerou uma crise institucional. Existe Justiça no país? Leia mais »

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Estou aqui

Clique na imagem para ampliar
O nome deste de blusa branca é o Carlinhos, este nome me lembra,,,ah como é mesmo o nome dela?
Aquela que cuidou de Arthur Bispo do Rosário, spin aprisionado, humano
Ah, esqueci-me, ela adorava gatos, ela dizia que os gatos possuem um sexto sextido, ninguém sabe o nome da médica?
Falando em médica nesta sonhei com uma, ela me disse que terei que me submeter a uma cirurgia para corrigir uma estenose
Do que estava falando mesmo?
Da amizade
Não afastem de si as pessoas que escrevem ou falam demais
Este aí, o Carlinhos, o mesmo nome do gato da doutora que esqueci o nome, Doutora Sem Nome,
Não sei porque nós nos tornamos amigos
Não se
Agora sei, ele é uma pessoa atenciosa, eu estava na praça do mercado com meus sobrinhos, sobrinhas, amigos e amigas quando ele chegou
Sem acanhamento ou timidez foi falando
falando
falando
falando
e eu ouvindo
ouvindo
ouvindo
falamos de tudo,
se ele gostou de alguma fala minha?
sim,
ele sempre se reporta ao que lhe disse
o que lhe disse?
que todos os corações batem igual
seja coração de negro ou branco ou deficiente físico ou analfabeto ou criança ou adulto ou pessoa vivida ou não ou ancião
fiz uma experiência dias atrás
fui ver se havia alguma diferença entre um cão branco e um mulato
um chegou perto de mim querendo me abraçar e, ao colocar minhas mãos sobre seu coração vi que ele (coração) estava pulsante, tão vibrante quanto o sol, na mesma intensidade do astro, este cãozinho era branco
Repeti o mesmo gesto com um cãozinho multao quase negro, de nome pingo, de Leandro, um sobrinho clinicamente cego que tudo vê
Não é que o coração do cãozinho mulato pulsava igualzinho ao do branco?